EVENTOS

2002 - SHOW RUSH

As 13h40 cheguei ao aeroporto da capital gaúcha debaixo de um "toró" que perdurou por mais 3 horas. Lá pelas 6 da tarde a chuva dava lugar a um início de noite com céu carregado de nuvens ameaçadoras. A previsão do tempo indicava chuva forte para as próximas horas... felizmente eles erraram.

As 21h30 a vinheta dos Três Patetas tem inicio. No telão, uma montagem, onde Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart aparecem no lugar do trio de comediantes já dá a tônica a respeito do bom humor. Lee adaptado para Moe Howard ficou hilário. Os mais desavisados sobre o atual ‘set-list’ da Vapor Trails Tour devem ter tido uma taquicardia, quando logo de cara o Rush atacou de Tom Saywer, que nas tours anteriores era sempre reservada para os momentos finais de cada apresentação. Alguns até exclamaram: "pô, mas já?"

Independente desse comentário com um certo gosto de decepção, o Estádio Olímpico tremeu durante a execução daquele que é o maior ‘hit’ do Rush. Detalhe, Neil Peart adiantou um tempo em sua virada que antecede o solo de guitarra... mas até ai somente uma observação de um fã pentelho. Sem muito intervalo o show prossegue com Distant Early Warning e New World Man, quando ao final Geddy Lee saúda o público com os famosos, "boa notche", é muito bom estar aqui, desculpem a nossa demora de nossa vinda ao Brasil"... etc, emendando com "Roll The Bones".

Viriam ainda, "Earthshine" do mais recente álbum, Vapor Trails, "YYZ", que a exemplo de "Tom Saywer", levou o público ao delírio. Na primeira parte que durou em torno de 1h20min, algumas modificações no repertório em relação ao mostrado nas apresentações na América do Norte, com a inclusão de "The Tress" e "Closer To The Heart", incluída somente nas apresentações pelo Brasil. O 1º tempo do show se encerra com "Natural Science".

Dos 15 minutos de intervalo, 7 deles apresentaram um "amanhecer na floresta", com ruídos de grilos e pássaros, acompanhados pelo nascer do sol nos telões, quando surge no horizonte um dragão com pinta de sarrista, como se não estivesse nem ai com o Rush, chegando a pulverizar com uma labareda uma credencial ‘Backstage Pass’. Numa de suas baforadas, uma fileira de chamas se ergue por detrás do palco, o que serve para que Neil Peart introduza a levada de "One Little Victory".

O início da segunda parte do show é reservada para novas composições que estão em Vapor Trails, como "Ghost Rider", título dado ao livro que Neil Peart escreveu contando sobre a sua jornada de 14 meses pelas estradas da América do Norte com sua moto. Ainda na segunda parte grandes momentos como "Dreamline", "Red Sector A", onde em mais uma oportunidade Neil Peart dá uma aula de coordenação, utilizando o seu segundo kit composto por ‘pads’ entre outros recursos eletrônicos.

"Leave That Thing Alone" é a segunda instrumental da noite e deixa todos com o coração na mão, pois na seqüência viria o tão esperado solo de Neil Peart, sem dúvidas um dos maiores destaques do show onde o batera despeja criatividade originalidade e muita agilidade. Quando todos já tinham seus queixos à altura do umbigo, Peart emenda com um momento Jazz, acompanhado por imagens de grandes ‘big bands’ intercalados por dançarinos e grandes mestres da batera como Gene Kruppa e Buddy Rich. Após esse "arregaço", Neil deixa o palco, dando lugar para Alex e Geddy que fazem um momento acústico para "Resist", lançado no álbum Test For Echo.

A essa altura, o show começar a entrar em sua reta final, com "2112: Overture" e "Temple Of Syrinx", "Limelight", "La Villa Strangiatto", com Alex Lifeson mostrando os seus dotes vocais de uma forma bastante divertida, num momento que conseguiu, mesmo que timidamente, tirar um pequeno sorriso do sisudo Neil Peart que em quase 3 horas de apresentação não move sequer um músculo da face. O ultimo grande ‘hit’ seria "The Spirit Of Radio" com a banda fazendo um intervalo de 3 minutos, com Geddy Lee retornando com a fatídica camisa da seleção Brasileira (ohhhhh, quase desmaiei de emoção).

Para a parte final tocam "By-Tor & The Snow Dog" com o telão exibindo um desenho animado, com a banda mais uma vez satirizando a letra da musica com Alex sendo By Thor e Geddy Lee, Snow Dog, tudo observado pelo atento Neil Peart. Ao final de By-Tor... emendam com trechos de "Cygnus X-1" e fecham em grande estilo, retornando a 1974 com "Working Man". Sonho realizado e a esperança de um dia, não importa quando, o Rush retorne ao Brasil... valeu a espera.

A SCHUMACHER TUR agradece a cada cliente que viajou conosco a esse grande evento realizado no Estádio Olímpico em POA, na data de 20/11/02.

Muito obrigado!!!

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